Não é novidade que o HTML5 tem um futuro bastante promissor pela frente. Cerca de 80% dos desenvolvedores afirmam que já usam ou planejam usar a tecnologia em 2012. Previsões mostram que em 2015 80% dos aplicativos serão  em HTML5 ou híbridos e apenas 10% de todos aplicativos necessitarão realmente ser nativos.

Mas vamos parar para analisar um pouco tanto o estado da arte do desenvolvimento em HTML5 considerando as vantagens e desvantagens assim como as perspectivas para os próximos anos.

Começando pelos pontos fracos, a reclamação mais comum atualmente ainda é a falta de acesso à funcionalidades dos aparelhos. Os desenvolvedores reclamam que são poucas as funcionalidades disponíveis para desenvolver um app e que não é possível fazer em HTML5 tão bem feito quanto um app nativo é capaz. Ou seja, basicamente faltam meios acesso à funcionalidades básicas como GPS e câmera.

O principal motivo disso é primeiramente a demora do W3C e outros grupos que ficam responsáveis em planejar as APIs. E mesmo quando APIs já estão padronizadas ainda há uma outra demora por parte dos browsers em implementar essas funcionalidades.

Mas nem tudo são notícias ruins. Estamos começando a ver um aumento nos esforços dos responsáveis por esse atraso para fazer o HTML5 funcionar. A Microsoft, que em breve a lançar o Windows 8 e o Windows Phone 8, fez esforços consideráveis para deixar o Internet Explorer 10 no mesmo nível de compatibilidade com HTML5 que os outros dois browsers mais populares atualmente: Chrome e Firefox.

O Chrome que por sinal sempre foi o mais eficiente em incorporar novas funcionalidades do HTML5 irá ser o browser padrão a partir do Android 4.1 Jelly Bean. Isso foi uma agradável notícia para os desenvolvedores de tecnologias web.

A Mozilla por sua vez, não ficou para trás e anunciou o seu sistema operacional Firefox OS baseado no projeto Boot to Gecko, fortemente focado nas tecnologias web.

Com a ascensão do HTML5 a queda do Flash da Adobe foi inevitável. O objetivo da Adobe sempre foi permitir aos desenvolvedores uma facilidade de desenvolvimento de soluções multimídia com o maior alcance possível. Como a empresa não pretende ficar para trás, comprou o PhoneGap, um framework de desenvolvimento multiplataforma baseado nas tecnologias web HTML5, Javascript e CSS3. Leia sobre o debate entre as tecnologias de desenvolvimento mobile.

Em vista desses esforços os especialistas já afirmam que deve demorar um ano ou menos para vermos o HTML5 atingir as massas. Com as desvantagens cada vez mais diminuindo e com grandes vantagens, serão poucos aplicativos que necessitarão ser desenvolvidos nas plataformas nativas no futuro.

Dentre as principais vantagens podemos destacar o custo muito reduzido de desenvolvimento e a abrangência: desenvolva apenas uma vez e atinja todas as plataformas. A distribuição é muito simplificada, não dependendo de App Stores. Também não há, ou há muito menos, preocupação com a fragmentação do tamanho das telas dos dispositivos móveis. Outro ponto forte é que criar updates para os aplicativos desenvolvidos se dá de maneira natural, os usuários não necessitam baixar uma nova versão, cada vez que o usuário acessa o aplicativo ele está sempre na versão mais atual. E por fim, apesar de não ter o “sentimento” de uma aplicação nativa, o HTML5 permite o desenvolvimento de apps com grande riqueza de detalhes e grande interatividade.

Se pararmos para pensar, as tecnologias web já vem sendo estudadas e planejadas há muitos anos para serem altamente escaláveis, rápidas de desenvolver e aprimorar conteúdo num processo incremental e iterativo. E é justamente isso que o mundo mobile precisa. Confira abaixo dois excelentes infográficos a respeito do HTML5.

Independente das dificuldades, os desenvolvedores sempre irão para o caminho do dinheiro. Mas o maior desafio do HTML5 ainda é a monetização. Nada tão fácil como desenvolver um aplicativo iOS e saber que o usuário já possui um cartão de crédito associado, e está à distância de um clique de uma compra no app. Porém não importam as dificuldades se o retorno compensar. E é isso o que já estamos vislumbrando com o HTML5.

Fonte: FierceDeveloper