Se prestarmos atenção às últimas análises das principais empresas especializadas no mercado como comScore, Quantcast e Alexa veremos que o crescimento dos usuários que navegam na internet está cada vez mais estagnando. Por outro lado, a utilização de dispositivos móveis está crescendo como nunca.

Estamos num grande processo de mudança de paradigma da web para mobile, que já vem em andamento desde 2010, porém os resultados começam agora a ficar mais surpreendentes. É principalmente notável nos games, redes sociais, música e notícias, mas está acontecendo em todo lugar, apresentando ao mesmo tempo grandes oportunidades e desafios.

Serviços mobile como Foursquare e Instagram são os que mais estão ganhando com essa transição. Serviços grandes e muito ricos como Facebook e Google são os que mais tem a perder com essa transição caso não comecem a se planejar. A área mobile não recompensa a riqueza de funcionalidades, mas, ao invés disso, recompensa pequenas aplicações específicas com serviços bem definidos.

É como se o celular fosse o equivalente a um aplicativo de acesso à web e os apps que você tem instalados são as funcionalidades desse grande aplicativo que é a internet. Por isso que muitos especialistas afirmam que o Facebook deveria (e provavelmente vai) quebrar o seu grande e monolítico app web em alguns pequenos apps mobile. Por exemplo, Messenger, Instagram e Câmera são os modelos para o Facebook mobile.

Em contraste a esse boom nos apps, um número considerável de editoras estão abandonando os seus apps nativos em favor da web mobile. Alguns dos que estão fazendo essa migração este ano são o Financial Times e o MIT Technology Review Magazine. Essas mudanças vêm devido a um grande investimento de tempo e dinheiro investido nos aplicativos nativos não ter nem de longe atendido as expectativas das empresas e investidores.

O grande motivo para isso foi a falsa ideia que desenvolver e manter um aplicativo nativo seria rápido e pouco custoso. A maioria das editoras raramente têm condições de bancar um desenvolvimento de apps interno e a solução é sempre terceirizar. Há uma dificuldade em fornecer diferentes formatos para o mesmo conteúdo: Uma versão pra web, outra para o iPad, iPad landscape, Android e finalmente uma para telas pequenas. Enquanto isso a internet mobile oferece uma alternativa de baixo custo-benefício que torna acessível o desenvolvimento interno sem as preocupações de fragmentação de telas.

O crescimento dos apps têm se mostrado impressionantes, porém, criar um app nativo dificilmente é a melhor solução para a maioria dos projetos mobile. Decisões erradas no começo do projeto podem custar no futuro tempo e dinheiro mal investidos. Por isso é sempre bom analisar as suas opções antes de criar um projeto de app mobile.

Até mesmo grandes companhias falham ao não perceber o modelo de projetos e negócios mais adequado para esse mundo tecnológico que vem crescendo e se modificando rapidamente. Nos últimos cinco anos nós vimos Google e Microsoft partirem de uma grande liderança num mercado específico para se tornarem quase um fator irrelevante no mesmo. Muitos especialistas sugerem que o Facebook pode ir pelo mesmo caminho. Confira abaixo um infográfico interessantíssimo a respeito da adoção mobile pelas empresas:

Nesse mundo tecnológico novo em constante mudança não dá pra se descansar nunca, porque a próxima mudança que pode mudar completamente tudo talvez esteja ali na esquina. Hoje é mobile, amanhã quem sabe? Todos queremos descobrir primeiro para poder adentrar com tudo, porque é assim que se joga esse jogo.

Fontes: Vision Mobile e Business Insider