Já vimos que pesquisas recentes mostram que a receita com entretenimento móvel deve dobrar em quatro anos. Para Andrew Wilson, Vice Presidente Executivo da EA Sports e considerado uma das pessoas mais criativas nos negócios em 2012, o futuro dos jogos não estão necessariamente nos consoles.

Falando na E3, a EA revelou que decidiu abraçar o modelo freemium dos jogos smartphone, uma transição que tem sido reconhecidamente lenta de se fazer. A maioria dos jogos Android mais baixados já utiliza esse modelo, que consiste em disponibilizar o jogo de graça e lucrar com vendas de bens virtuais dentro do jogo.

Modelo esse que não se restringe a jogos, mas também a serviços (Dropbox, por exemplo) e até mesmo softwares vêm usando um modelo parecido há um bom tempo. Basicamente é oferecido um serviço ou produto sem nenhum custo para os novos usuários e melhorias ao serviço ou funcionalidades adicionais são vendidas posteriormente caso haja interesse do usuário (lembra-se dos sharewares?).

Em uma entrevista ao ComputerAndVideoGames.com a EA revela como vê futuro.

“Quando pensamos nas plataformas da próxima geração, tudo se resume a como nós vamos engajá-lo enquanto você estiver na frente da televisão e enquanto você estiver longe da televisão, qual o papel que desempenha o seu iPhone na experiência, qual o papel que desempenha o seu tablet, como reunir toda uma comunidade no Facebook para fazer coisas que te ajudem quando você voltar para sua experiência no console.”

Na visão de Andrew Wilson o futuro do entretenimento será integrado com dispositivos móveis e redes sociais. E a EA já está nesse caminho.

Fonte: Mobot